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| Automobilismo em Angola Memórias e imagens dos anos de ouro do automobilismo em Angola |
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Até que foi iniciado o Caminho de Ferro de Ambaca, que ligava Luanda a essa povoação, anos antes de chegar a Malange. Esta linha, tinha vários ramais em Luanda e um deles circundava toda a cidade. Estes ramais destinavam-se ao serviço de passageiros e de mercadorias, com estações como a da Cidade Alta. Esta linha, servia também o porto de Luanda, na altura situado em vários pontos, entre eles as Portas de Mar o Largo Infante D. Henrique / Largo do Baleizão.
Ali perto, nesse largo e na Ilha, situavam-se inúmeros armazéns, indústrias e serviços ligados à navegação. O principal eixo da cidade, era a Av Restauradores - Rua Salvador Correia (actual Rua Rainha Ginga) e ligava o Largo Infante D. Henrique (do "Baleizão") à Sé, continuando para Leste passando o Largo D Fernando. Estes arruamentos, também vieram a fazer parte do Circuito. Para o caminho de ferro circundar o sopé do monte da fortaleza, foi feito um primeiro aterro.
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Última edição por asperezas : 12-12-2009 às 02:00 Razão: ver http://www.motorclassico.pt/automobilismo-em-angola/8994-historia-do-circuito-da-fortaleza.html#post132442 |
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Esta estrutura, serviu até ao final da 2ª Guerra Mundial, após o que o automóvel passou a ser o transporte particular por excelência e os camiões o principal transporte de distribuição urbana e suburbana de mercadorias. O porto de Luanda mudou-se provisoriamente para a frente do espaço onde iria ser edificado o Banco de Angola, enquanto foi sendo construido o porto que hoje existe, na ponta Leste da baía. O caminho de ferro a oeste da cidade foi retirado e o aterro em torno da fortaleza, foi então aumentado para a construção das estradas marginais da Praia do Bispo e da Baía. A ponte de estrutura em madeira para a Ilha, foi substituída por outro aterro. Por alturas do 1º Grande Prémio de Angola, em 1957, Luanda vista da fortaleza para o largo do Baleizão, perspectiva acima repetida 4 vezes, era assim:
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Última edição por asperezas : 21-07-2009 às 12:10 Razão: erro na ordem das fotos |
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Após a 2ª Grande Guerra, Angola desenvolveu-se como nunca. Luanda foi alvo de um plano de reestruturação geral. As novas vias, associados a novos sistemas de colectores de esgotos e de águas pluviais, foram concebidos para vencer sem problemas as enchentes típicas das tempestades tropicais. Numa boa chuvada, em menos de 5 minutos as ruas ficavam transformadas em rios com altura acima dos tornozelos. Para que a água não subisse aos passeios, estes tinham mais de 30 centímetros de altura. Passada uma chuva torrencial, o sistema de escoamento de águas, secava as ruas mais depressa do que tinham sido cheias.
O desenvolvimento da cidade, tornou impossível o sacrifício das suas vias pelas corridas, mesmo poucos anos depois de ser feita a Marginal. E o Circuito da Fortaleza, correu-se pela última vez, desastrosamente e sem treinos, em Dezembro de 1969. Na imagem abaixo, os mais de 30cm de passeio, fazem de rail contra o avanço do Carrera 6 de Andrade Villar, evitando uma tragédia ainda maior: ![]()
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Última edição por asperezas : 22-07-2009 às 03:35 Razão: acrescentei "pelas corridas" no 2º paragrafo para melhor entendimento |
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Citação:
Mas vamos ficar por aqui, senão isto torna-se mesmo offtopic e tem de ser retirado. |
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O relato deste piloto transmite um grande agrado por tudo o que envolveu o Grande Prémio de Angola: o prazer da participação, o local, o circuito, o ambiente, as pessoas. Mas destaco o final da crónica, onde refere a satisfação de observar crianças brincando sem preconceitos raciais.
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Citação:
Houve vários cais e docas de carácter principal nestes cerca de 50 anos aqui retratados em Luanda. Do que resulta alguma confusão quanto à classificação das coisas. Assim, a principal doca flutuante, esteve ao largo do actual Clube Naval, à entrada da Ilha, e era uma estrutura de grande porte. Nesse espaço que é hoje o Clube Naval, existiram outras estruturas portuárias de variado calibre, tanto para efeitos militares como para efeitos civis. Por toda a baía, existiram cais e embarcadouros mais ou menos importantes. O do Largo Infante D. Henrique era um dos principais. Mas as Portas de Mar eram mais perto do centro da urbe, em frente ao Largo Pedro Alexandrino, onde em 1936 colocaram um réplica de um padrão:
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Última edição por asperezas : 18-11-2009 às 20:06 |
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Na história do automobilismo angolano e das corridas de Luanda, há uma curva muito citada que é a curva do Hotel Continental.
Muitas das fotos das corridas de Luanda são dessa curva, e nesse hotel residiu (não, não me enganei) Nicha Cabral, o que torna ainda mais mítico esse lugar. Mas esse mesmo local era sobretudo chamado por Baleizão, o que origina alguma confusão, pois nos circuitos pequenos metade do largo era contornado... Mas porquê esse nome? A razão era tão simples, como a existência de um ponto de encontro muito apreciado, uma cervejaria e sorveteria, com uma eficaz distribuição de gelados por toda a cidade. Toda a gente sabia que baleizão era sinónimo dos gelados daquele sítio e ponto final! O edifício onde funcionou o "Baleizão" estava até há meses totalmente em ruínas, sem cobertura e em risco de colapso total. Mas adivinhem: qual é o nome actual daquela praça? Há notícias da reabilitação daquele antigo edifício e dos adjacentes na imagem abaixo, para a instalação de um museu. Reparem que na imagem o "Baleizão" está lá, mas o Hotel Continental ainda não...
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Carlos, vamos então avivar um pouco essa memória.
No contexto da História do Circuito da Fortaleza, mostro umas imagens (clicar nelas para ampliar) de Luanda em 1955, deste filme que o Hélder de Sousa me deu a conhecer. O filme faz parte das Missões Antropológicas de Angola do Instituto de Investigação Científica Tropical e está disponível pela TvCiência. É visível o intenso desenvolvimento e expansão da cidade, ainda que uma amostra do que seria poucos anos depois. 15 anos depois, à excepção do pequeno centro histórico, Luanda era outra cidade. início do filme: a Marginal concluída recentemente com os coqueiros ainda pequenos, os táxis verde-azeitona e as pick-ups americanas aos 20" o novo porto da cidade e o trabalho pesado dos estivadores aos 2'57" um caixote da Ford aos 8'01" stand da Dodge ao Lgo D Fernando aos 11'37" curva da Praia do Bispo
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aos 12'17" curva da fortaleza, antes da ponte
aos 12'24" curva da ponte para a Ilha aos 19'10" vendedor de gelados "baleizão" aos 26'07" vista do Lgo D Fernando a passagem do comboio ao fundo da Rua salvador Correia, junto ao Hotel Globo e à Calçada Gregório Ferreira antes da existência dos prédios da Robert Hudson aos 28'00" Lgo D Fernando, a Lello e um estranho autocarro de motor traseiro
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aos 28'20" Av Restauradores vista do Lgo D Fernando
![]() O Largo D. Fernando, o eterno centro da cidade de onde foram tomadas grande parte das imagens, está sinalizado neste extracto do mapa do circuito do Grande Prémio: PS: neste post volto a falar do autocarro que aparece no filme, colocando algumas questões e considerações.
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Última edição por asperezas : 19-11-2009 às 02:08 Razão: post scriptum |
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Neste post mais atrás, falou-se duma curva que ficou célebre principalmente pela enorme quantidade de fotos tomadas nesse local nas corridas.
Já foram explicadas as origens dos nomes mais correntes para essa curva. Um deles, era o da "curva do Hotel Continental". Ei-lo na respectiva esquina, numa imagem tirada do lado oriental do Largo Infante D. Henrique, recortada dum postal de inícios de '6os: Neste zoom duma imagem de inícios de 60's vê-se o Hotel Continental ao fundo da Av dos Restauradores. É o edifício mais alto e notam-se perfeitamente os arruamentos: Abaixo, o traçado duma versão do pequeno circuito que contornava o "largo do baleizão":
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Última edição por asperezas : 12-12-2009 às 18:23 Razão: Oriental em vez de Ocidental |
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No mapa anterior, consta também uma versão longa, mas não tão longa como outra já mostrada em posts anteriores. Esta versão, traçada no mapa a 'traço-ponto' em continuação com o traço 'a cheio' do Pequeno Circuito, não vai para além do Largo Pedro Alexandrino em frente às Portas de Mar:
Abaixo, o vitorioso Carlos Santos desfaz a curva do Hotel Continental, na última corrida que fez com o seu Lotus 47:
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Última edição por asperezas : 13-12-2009 às 05:37 Razão: ver http://www.motorclassico.pt/133501-post20.html |
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Olhó Baleizãããããããããooooooooooooo!!!!!
Nem mais, gelado era baleizão e baleizão era gelado. Em Angola era assim mésmo pá, angolano comia baleizão, num comia gelado... Um pouco off-topic e private joke: Antes usava-se fotos e textos sem permissão, agora aprendeu-se a usar a marca de água............ que é para não nos fazerem a nós, o que fizémos aos outros... ![]()
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Alexandre Caldeira |
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Citação:
Este 1º Circuito Palanca Negra, teve um perímetro de 1.832 metros. É o Pequeno Circuito traçado "a cheio" do mapa. A conhecida imagem abaixo, esta retirada do jornal "motor" e que já foi colocada neste post é precisamente a curva para o "largo do baleizão". Caldeira, dali era um instante até comprar um 'balizaum'.
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