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| Automobilismo em Angola Memórias e imagens dos anos de ouro do automobilismo em Angola |
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O carro de Álvaro Cabral, em Leopoldville (2 de Setembro de 1956) foi um Ford Fairlane.
O Ferreira do Carmo (2º na Touring Category) levou um Volkswagen. Talvez o Asperezas saiba o modelo deste último... |
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O carro usado por Álvaro Cabral, é um ...
... ... Ford Agora: é qualquer coisa como o da 1º imagem anexa, conhecida como "customline tudor". Ferreira do Carmo, usou um VW Carocha. Se era de série, ou se estava muito ou pouco "trabalhado", não sei... Sei que já era normal haver uns retoques mecânicos... Coisa para perguntar na próxima vez que estiver com ele... Entretanto, se alguém souber ou puder perguntar directamente, que avance! Abaixo, a primeira prova (a sério) com organização angolana e o primeiro envolvimento "oficial" de uma equipa angolana no automobilismo.* É a 2ª imagem anexa, captada em Leopoldville, aliás Kinshasa, poucos anos depois. Ah, esquecia-me de referir que se trata do 1º Rali Luanda- Leopoldville, em 1957. * PS: a entidade envolvida na organização da prova, assim como promotora das equipas competidoras angolanas, creio que era a ATCA.
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Última edição por asperezas : 23-11-2008 às 01:12 |
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Obrigado pelos esclarecimentos.
Já que falamos em pioneiros, só na lista de Leopoldville 56 aparecem vários nomes portugueses: para além de Ferreira do Carmo e de Álvaro Cabral, em Touring - António Monteiro (Fiat 1400), Correia de Freitas e Hernâni Vieira (DKW), De Matos Pereira (VW), José Barbosa e Silva (Fiat - TV?); na final - Dos Santos Branco (Ford). Eram todos angolanos? Tiveram carreira ou só esta participação pontual? Vamos lá a remexer no fundo do bú, s. f. f.! ![]() ![]() |
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Logo que tiver mais elementos, trago-os.
As 1as competições com automóveis em Angola, eram basicamente feitas com carros de todos os dias. Ei-los, os carros, acabadinhos de serem descarregados no porto de Luanda, num dia de 1961:
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A 1ª prova devidamente organizada em Angola, foi o 1º Grande Rali de Angola, em 1957.
Houve uma classificativa em circuito, em torno da fortaleza de Luanda, no sentido inverso ao que foi adoptado depois para quase todos os "Circuitos da Fortaleza". Nesse 1º Rali, com cerca de 2000 km, o vencedor foi Ahrens de Novais. imagens do arquivo de Oliva Edição: informação complementar de Gusba neste post: "Segundo a Revista do ATCA, o I Grande Rali de Angola foi disputado em 1957 e foi ganho por Ahrens Novaes, em VW. Bordalo Pereira (MGA), Ferreira do Carmo (DKW), António Góis (VW), Lúcio dos Santos (Mercury) e Novaes venceram as respectivas categorias. Dina Chalupa (DKW) venceu a classificação feminina. 200 quilómetros de estrada (com partidas de várias cidades e Leo e Brazzaville) e 5 complementares (2 em Carmona; 3 em Luanda) "
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Última edição por asperezas : 11-06-2010 às 00:00 Razão: edição - info complementar |
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Numa procura de mais elementos, constatei a existência de algumas provas anteriores a 1956.
Desconheço se foram mais ou menos a sério, mas existiram! Assim, aqui vai um recorte do Volante, datado de Outubro de 1956:
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Infelizmente, não tenho mais elementos relativos à "Pré-História" do Automobilismo Angolano.
A quem se prestar a diponibilizá-los e expô-los aqui, os nossos agradecimentos antecipados. Como vimos, nesta altura 1956-57, Álvaro Cabral e Ahrens de Novais dominavam as provas mais mediáticas. Sigo para já, para o 1º GPA.
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A comitiva que visitou por dentro o GP de Léopoldville, considerou ser capaz de organizar um evento semelhante.
Assim, no ano seguinte, a ATCA faz o 1º Grande Prémio de Angola, vencido pelos portugueses Joaquim Correira de Oliveira (1º) e José Manuel Simões (2º) ambos em Porsche 550 spyder. imagens abaixo do arquivo de Oliva
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Última edição por asperezas : 11-12-2008 às 21:26 |
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Desse evento, fez também parte a 1ª Taça Cidade de Luanda, prova vocacionada (sobretudo...) para carros menos potentes e para os concorrentes locais.
José Manuel Simões em Mercedes 300SL, foi o vencedor dessa 1ª TCL. imagens abaixo do arquivo de Oliva
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Última edição por asperezas : 11-12-2008 às 21:32 |
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Ignoro por completo os motivos para a vereação da cidade de Luanda não colaborar com a "vontade popular" na questão do circuito que nos mostra no artigo acima, mas julgo poder afirmar que o trágico acidente na Marginal, ocorrido anos depois, era fácil de evitar: bastava obrigar o público a permanecer recuado uns 5 metros da pista.
De resto, obrigado por estas reportagens todas, asprezas. |
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Bom Dia, Carlos!
Este artigo não menciona nem explica mais nada, para além da proibição pelo município (ou dessa intenção, como acabou por se provar) das corridas na cidade... De resto, era no mínimo irrealista considerar um pequeno sacrifício o fecho do único acesso à Ilha, tal como de artérias fundamentais da cidade... Quanto à colocação do público, que dizer? Haviam uma cordas a fazer de fitas limitadoras, mas na ânsia de ver mais eram sempre desrespeitadas... Repare-se que só há mto pouco tempo se fazem corridas realmente seguras dentro das cidades, como se mostrou recentemente no Porto e em Vila Real... As estruturas e os meios à disposição são outros... Deixo mais uma curiosidade, acerca das provas complementares como a "Taça Cidade de Luanda":
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Meus caros:
De acordo com ambos! Por muito bem que se monte uma prova "em circuito aberto" nada resiste a um público inconsciente, que faz apostas sobre quem tira fotos no meio da estrada, mais perto do carro. E que dizer dos exibicionistas (com ou sem umas bejecas na pança)? O que eu vi no troço de Viseu, a última vez que o Rali de Portugal por aqui passou, só a ... (completem, pf). E as corridas na estrada contra os pilotos de Rali que iam controlar ou voavam para a assistência? Como eu dizia - hoje é dia de malucos! Os apreciadores eram muito menos! |
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Citação:
-era um público sobretudo curioso e ávido de emoção -que não fazia esse tipo de jogos de "valentia" -que não se alcoolizava O exemplo do Rali de Portugal, não tem qq comparação, porque: -são noites perdidas até aos troços e até à passagem dos concorrentes -do que resulta invariavelmente excessos... -nas Stas. terrinhas, há SEMPRE indígenas que usam qq acontecimento como argumento para uma grande piela. VI várias vezes, para os seus lados, gente a dormir na berma dos troços, com tanta terra em cima, que nem se viam!!!
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E em Luanda naqueles tempos havia polícia no local e respeito pela mesma. Só que - creio - poucos agentes para tanta gente e tanto entusiasmo.
Também acho que não se deve comparar com os troços do Rali de Portugal (sobretudo nos últimos anos, veja-se Sintra, mas as "rondas" no Norte e Centro) porque nestes não havia policiamento. Era a balda generalizada e só quem conhece a província sabe aquilatar as "provas de valentia" dos locais que nos faratamos de ver (e estão por demais fixados em filme/vídeo). Em Luanda não houve - que eu saiba - nada de "valentia" por parte do público, mas sim mera curiosidade e entusiasmo a mais. |
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Para além das classificações expostas, algo incompletas, as quais se encontram também um pouco por todo o lado na Net, há a acrescentar o seguinte:
- os "rodesianos" John Love (Riley Special) e Shield (ERA) foram admitidos excepcionalmente sendo inscritos em "fórmula livre". Shield não alinhou no GP (avaria) e John Love ganhou o prémio especial de categoria criado de propósito, uma vez que não pôde ser classificado para o GP. Assim, o verdadeiro 3º lugar foi para Francisco Marques Pinto (300SL). Na 34ª volta, Álvaro Lopes (Maserati 300S #3057) em luta com Villiers (Jaguar D) pelo 1º lugar, bate num passeio, depois num candeeiro, dá duas voltas no ar e imobiliza-se no cruzamento das Ruas Pª Forjaz com a Salvador Correia. É famoso este seu acidente, do qual consta que só se magoou no ego.
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Luís Valentim em Triumph TR, venceu o "II critério automobilístico de Luanda", no início de Março.
Em finais de Abril - inícios de Maio, foram percorridos os cerca de 2500 Kms do Rali Leopoldville-Luanda-Leopoldville, mais correctamente designada como "maratona de estrada". Partiram 31 concorrentes, 15 chegaram a Luanda e apenas 7 ao final. Nenhuma equipa angolana terminou. Curiosa competição monomarca, foi o "II Rally de motorizadas NSU" Luanda-Tentativa-Luanda. Mais ralis: o de Malange, e o de Cela, ambos em Junho. O principal rali, com carácter internacional, era o da Huíla (Sá Da Bandeira). Será tratado num dos próximos posts.
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Última edição por asperezas : 28-02-2009 às 16:48 Razão: Luís Valentim em Triumph TR3 em vez de Álvaro Lopes em Fiat TV |
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Meus caros:
Pedindo desculpa por incorrer em off-topic, gostaria de esclarecer o sentido do meu comentário: Não quis comparar os circuitos angolanos com o Rali de Portugal, nem seria honesto, da minha parte fazê-lo, pois não conheci a realidade angolana. O que eu quis foi defender as organizações, que se esfalfam a montar provas e correm riscos de ver o seu trabalho prejudicado. Condeno todos os excessos (seja qual for a sua origem ou causa), à volta de uma corrida em espaço aberto - seja automobilismo, ciclismo ou outra qualquer. Defendo que cada elemento tem de ter o seu lugar e respeitar o lugar dos outros. Organização ( comissários, apoio médico), polícia, jornalistas, concorrentes e público têm de ter o seu espaço próprio; por isso, o público não pode invadir a pista (local dos concorrentes), sob que justificação for, por pôr em perigo a sua integridade física e a dos outros. E isto é válido para qualquer desporto e em qualquer lado (basta ver as reportagens dos ralis do Mundial). Um abraço e continuem. São os vossos posts que nos incitam a participar! |
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Da Huíla, não tenho muito mais informação. Apenas que antecedeu o II Grande Rali de Angola, integrado na "Semana Automobilística Internacional de Angola".
Abaixo, na 1ª imagem, Maximino Morais Correia está prestes a voltar o Fiat Abarth num troço citadino. O Grande Rali, correu-se entre 10 e 14 de Setembro. Terminou em Luanda com uma prova de perseguição no Circuito da Fortaleza. Nas imagens abaixo, vemos: -em Carmona (Uíge), o vencedor absoluto deste rali, Rolando da Fonseca no Fiat Abarth; -Jacques Renaud em Renault Dauphine, na prova de Luanda; -Emilio Nunes em Skoda, também em Luanda. Ahrens Novais em VW, venceu o seu grupo de Turismos Especiais, à frente dos DKW de Sebastião Gouveia e de Ferreira do Carmo. Nos Turismos de Série, venceu Marques Pinto em Auto Union 1000, à frente de uma porção de carros idênticos e DKW, de alguns VW, e do Skoda e Dauphine das imagens. Nos Grande Turismo e Sport de Série, o vencedor absoluto foi seguido por Morais Sarmento e Bordalo Pereira, ambos em MGA. De salientar ainda a realização de várias provas-maratona entre Angola e Moçambique, como as tentativas de recorde entre as suas capitais ou o Rali Beira-Luanda-Beira.
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Última edição por asperezas : 26-02-2009 às 13:07 |
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No final da intrépida e extensa temporada de 1958, todos os receios eram admitidos. Em bloco, grupos de pilotos anunciavam não concorrer a diversas provas no ano seguinte. Do mesmo modo, organizações de provas anunciavam não ter condições para voltar, haviam municípios queriam apoiar os eventos, enquanto outros pareciam estar contra, tudo isto num estranho concurso de vontades, aptidões, vocações e devoções...
Tudo acabou, melhor ou pior por se resolver, e o ano de 1959 foi pelo menos tão bom como o anterior. Infelizmente, a melhor fonte de informação que disponho destes anos de finais de 50 - inícios de '60, o Mundo Motorizado, começou a perder correspondentes. Assim, a informação não será muita e a pouco mais se resumirá que às provas mais mediáticas.
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