|
||||
|
|
|||||||
| Automobilismo em Angola Memórias e imagens dos anos de ouro do automobilismo em Angola |
![]() |
|
|
LinkBack | Ferramentas do tópico | Pesquisar neste tópico | Modos de visualização |
| Links Patrocinados: | |
|
|
|
|
||||
|
Este Senhor, de sorriso franco, medalha nos dentes, charuto nos dedos, camisa do Ayrton, sempre bem-disposto, viveu e vive dos automóveis, com os automóveis, para os automóveis, para o bem e para o mal.
E não se pense que os automóveis não lhe causaram dor... Tem toda uma vida dedicada ao automobilismo, conviveu e convive com todas as figuras do automobilismo mundial e é uma pessoa muito querida e muito respeitada em todo o Mundo. É Henrique Cardão. ![]()
__________________
|
|
||||
|
Poderia fazer um relato das provas mais marcantes de Henrique Cardão em Angola...
Deixo apenas algumas passagens do seu percurso, pelas palavras de um seu grande amigo. Recordo só, para que se situam, que o seu percurso mais marcante, foi ligado à Casa Americana, pilotando um Vauxhall Viva GT, e depois um Camaro Z28, com o qual conquistou muitas vitórias. ![]() Benguela 1973 Também fez algumas corridas para a Socoína, nos Alfas GTA'MA' e Am, mostrando-se várias vezes combativo para o próprio Peixinho.
__________________
Última edição por asperezas : 29-10-2008 às 21:28 |
|
||||
|
6h internacionais do Huambo de 1973, a equipa O-pel-&-Osso: ![]() Cardão sentado no lado de fora. Hélder sentado no lado de dentro. Imagem cedida por Henrique Cardão à Casa Americana. Citação:
__________________
Última edição por asperezas : 29-10-2008 às 21:46 |
|
||||
|
Em Maio de 1975, houve um último evento no Autódromo de Luanda, antes da independência, para recolha de fundos para os refugiados da guerra.
![]() Uma dessas corridas, foi feita com camiões das cervejas "Cuca". E Cardão ganhou num Pégaso(?): ![]()
__________________
Última edição por asperezas : 05-11-2008 às 19:58 |
|
||||
|
E, se não me engano, era precisamente Henrique Cardão que era enviado a Le Mans por uma estação angolana de rádio para fazer a cobertura das "24 horas". Não sei se ele chegou a saber que em Angola as reportagens mal se ouviam, dada a electricidade estática que (quase) sempre encobrem as frequências de ondas curtas...
|
|
||||
|
Citação:
? |
|
||||
|
Cargil, quer contar-nos como eram esses relatos?
MiniRacer, que história engraçada? Pode ser contada? Cardão tinha ido a Le Mans em 1972, acompanhar Nicha na sua aventura na equipa Bonnier. Suponho que terá ido a muitas outras edições... Há muitas "estórias" de Cardão acerca de Senna, o seu piloto eternamente favorito...
__________________
|
|
||||
|
Citação:
Primeiro: eu estive colocado no Leste de Janeiro de 1972 a Março de 1973. Em Nova Lisboa, creio até que pela altura das "6 Horas do Huambo" de 1971, comprei um belíssimo rádio Sony a uns sul-africanos, com o qual apanhava todas (ou quase todas...) as frequências de Ondas Curtas. Sony_OC.jpg Com este rádio apanhava as provas de F1 em quase todo o lado, chegava em pleno Leste angolano a conseguir distinguir quando passava o Matra F1 de Chris Amon com o seu trabalhar diferente, bem mais agudo que os restantes mesmo os Ferrari, também V12 (sobretudo em Clermont-Ferrand e no Mónaco, onde a sinuosidade do circuito permitia ouvir mais claramente o "cantar" dos motores), e habituei-me a apanhar a "Radio France-Inter" em ondas curtas, quando era para ouvir o GP deste país e, claro, as 24 Horas de Le Mans. Em Angola, a minha estação preferida era a Emissora Oficial de Angola, e cheguei a trocar correspondência com os profissionais desta emissora mais virados para o automobilismo. PS: Só a título de curiosidade, atrás vê-se a "fila-de-espera" dos nativos para a consulta médica num local que aposto que a maioria de Vós nunca ouviu falar, mesmo os que lá viveram: Nova Chaves. Fica entre Saurimo (Henrique de Carvalho) e Vila Teixeira de Sousa (cujo nome local não me recordo agora, pode ser Luena?). - Segue - |
|
||||
|
Citação:
gostei do rádio!Aqui, essa povoação cujo nome não me lembrava desde 1974, parece ser Muconda, agora...
__________________
|
|
||||
|
Citação:
|
|
||||
|
Bem, mas para continuar. Em Angola havia na altura algumas estações privadas e de boa qualidade, do género do Rádio Clube Português, cá na "Metrópole". Algumas delas enviavam repórteres para eventos desportivos considerados de importância para a sociedade angolana.
Em fins de 1973, regresso da estadia "no mato", na zona da referida Nova Chaves (já agora, um "paraíso" se comparada com a zona umas centenas de km mais abaixo onde esteve o escritor e médico António Lobo Antunes, cujo livro com os aerogramas saiu há uns anos e me deixou arrepiado... mas isso são outras histórias). Termino a minha comissão em Luanda, numa unidade mesmo ao lado da já referida Emissora Oficial de Angola (já agora, para os mais novos, na altura qualquer "mancebo" considerado apto era obrigado a fazer serviço militar, do qual constava uma ida para as Províncias Ultramarinas que durava um mínimo de 24 meses). Como durante os 14 meses que estive no leste tinha estabelecido algum contacto com elementos da E.O.A. o lógico foi ir conhecê-los pessoalmente. E, uma coisa dá na outra, com frequência assistia às emissões da parte de dentro dos estúdios (e aí os meus conhecimentos de música da época valeram-me um tanto, sobretudo o movimento à volta de Woodstock, que tinha revolucionado o panorama musical da época). Outro à-parte, não havia emissão "nossa" (ou seja, mais voltada para a juventude) em que não assistisse um misterioso "alferes", de cujo nome me lembro perfeitamente bem, e que na época eu me perguntava sempre a mim próprio: "mas que raio está este gajo aqui a fazer sempre?" Santa inocência... Estávamos em meados de Junho de 73, e veio à baila o facto de uma das emissoras "rivais" ter enviado a França um especialista em automobilismo (como disse, creio até que foi o Henrique Cardão) para cobrir as "24 horas de Le Mans", o qual começou a fazer transmissões em directo, logo nos treinos, e após os noticiários mais importantes. Mal se conseguia perceber uma palavra por causa da electricidade estática, e à inconstância da captação das ondas curtas (quem, como nós hoje, só está habituado ao FM - frequência modelada - nem sabe o que isto significa...). Nas minhas deambulações pelas instalações da E.O.A. (eu era alferes, portanto gozava de confiança total da parte de todos, mesmo dos superiores lá da rádio e que me conheciam pior) descobri que na cave tinham lá encostado um enorme rádio, potente receptor de ondas curtas... não é difícil adivinhar o esquema que engendrei, pois não? Propus aos responsáveis pelos noticiários oferecer aos ouvintes notícias frescas de Le Mans, desde que me permitissem eu ir captando as emissões da France Inter no dito receptor-monstro existente na cave. E assim foi. Ligamos uma antena ao dito e pus-me à procura da localização da estação francesa, o que não foi difícil pelo que já contei mais atrás. Passei a ouvir os noticiários franceses e a seguir a reportagem deles directamente de Le Mans, tirando apontamentos do que de importante se tinha passado desde a última intervenção. Enquanto isso, o locutor de serviço "ia esticando" o seu serviço noticioso, para me dar tempo a escrevinhar as linhas que lhe iria passar para ele ler antes de terminar o seu serviço. E assim foi, durante o fim-de-semana inteiro, a E.O.A. terminava os seus noticiários mais importantes com pontos-de-situação actualizados sobre o que se passava no circuito de la Sarthe, a custo zero e com a qualidade de audição a que os seus ouvintes estavam habituados. Como o meu nome tinha sido citado, como colaborador, na segunda-feira seguinte fui de imediato convocado ao Comandante da minha unidade. Pelos vistos tinha havido "incómodos", e foram-lhe contar que um elemento do seu corpo de oficiais se andava a dedicar à rádio de forma ilícita (porque eu deveria ter requerido previamente autorização às instâncias militares para fazer algo do âmbito da causa pública civil...). Enfim, foi um dos momentos que trouxe de boas recordações daquela fabulosa terra. |
|
||||
|
Citação:
Citação:
Citação:
há cada anedota da época acerca disso...Citação:
Obrigado, Carlos!
__________________
|
|
||||
|
Muito se tem escrito sobre a cor do Vauxhall Viva GT da Casa Americana ou Motorang, então representante da General Motors em Angola.
Vi este carro inúmeras vezes e garanto que era cinzento metalizado com capot preto mate. Um slide de Artur Ferreira exposto no SportsCar mostra esse carro atrás da GTA 2000 com Santos Peras:
__________________
|
|
||||
|
A partir deste post temos acesso a pequenos filmes onde quase sempre aparece Henrique Cardão.
__________________
|
![]() |
| Ferramentas do tópico | Pesquisar neste tópico |
| Modos de visualização | |
|
|
Tópicos semelhantes
|
||||
| Título | Autor | Fórum | Respostas | Último Post |
| Apresentação de Henrique Sobral | hsobral | Apresentações dos Utilizadores | 1 | 18-10-2008 13:41 |