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| Automobilismo em Angola Memórias e imagens dos anos de ouro do automobilismo em Angola |
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Mas mais do que português, é angolano mesmo! ![]() Espero que goste do que coloquei no Cap.5º, da Resistência. Cheers! (com IceTea)
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Se fosse uma Cuca ou uma Nocal... ou mesmo uma Coca-Cola, bebida que na época não havia cá na Metrópole, mas sim em Angola...
É offtopic, eu sei, mas para mim faz parte das memórias que tenho da minha passagem por aquelas paragens, e do meu deslumbramento com a descontracção com que faziam provas de velocidade por lá... é impossível de descrever o ambiente que havia nesses tempos. Descontracção que também teve o seu lado negativo, como se sabe, mas não vamos requentar episódios já aqui relatados. Pena tenho eu de as poucas fotos que tirei nesse tempo se terem perdido... basicamente das "6 Horas do Huambo" de 1971. |
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Das memórias mais vivas que eu tenho desse ambiente, é precisamente a dos carros de corrida circularem normalmente nas cidades , para os cafés e até para o trabalho dos seus donos...
Depois, perto do ATCA, o frenesim constante dos carros e dos testes em plena rua a cargo das oficinas instaladas naquele edifício. Mas recorde-se que antes, o ATCA esteve instalado na Av Marginal, junto ao Banco de Angola:
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Neste extracto dum telejornal da TVI, é testemunhado entre 10:25 e os 15:20 minutos o lançamento do livro "Ficheiros Secretos da Descolonização de Angola" da jornalista Leonor Figueiredo.
A completar este assunto, aos 12' 20", Francisco Borges de Sousa fala sobre o desaparecimento do irmão Fernando. Aos 14' 58", fala também de Farrobilha Guedes. Estes três eram pilotos. Os Borges de Sousa correram com carros da MOTORANG / Motores de Angola / Casa Americana, como Chevrolet Camaro e Opel Commodore GSE. Farrobilha Guedes, ficou conhecido por façanhas nos anos 1960s em Jaguar E.
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Após uma ausência inadiável, volto às estórias no capítulo 1.
Do ano de 1960 e seguintes, quase nada tenho dos ralis, que eram tanto ou mais importantes que os circuitos, pois juntavam os regulares participantes de velocidade aos que faziam apenas ralis. Agradece-se antecipadamente a quem puder juntar alguma coisa.
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Farrobilha Guedes........, conheci-o, pessoa extremamente afável e louco por automóveis. Apesar de ser moçambicano, tinha dois tios médicos em Luanda, e como prémio de sucesso escolar ía de férias a Luanda. A última vez que lá estive foi em 1971 onde conheci o Farrobilha. Tinha eu 10 anos e para além das máquinas que ele possuía, tais como um Camaro, um Porsche 911, um Capri 3000, tinha o Buggy mais bonito que eu vi por terras africanas (incluo Moçambique e África do Sul), no qual tive o prazer de dar uma voltas pela baía de Luanda. Era tão especial que ainda hoje guardo na memória: roxo com umas pinturas de vários tons em redor, pneus de protótipo, motor do Porsche 911, e quatro faróis traseiros oriundos dum Corvette embutidos na carroceria. Lindo que se fartava. Ahhhhh, e tinha uma buzina a emitar uma vaca, que o Farrobilha fartava-se de tocar para grande gáudio nosso (meu e dos meus primos). Soube muito mais tarde que o mesmo Farrobilha tinha sido assassinado, nesta notícia da TVI, Francisco Borges de Sousa fala que o viu na prisão!!!! Será que foi assassinado posteriormente? Será que conseguiu fugir ou foi solto estando ainda vivo e essa história do assassinato era falsa quanto tantas outras que se ouviam contar? Seja como for, guardo-o na minha lembrança de rapazinho como uma pessoa muito interessante e de bem. Sobre o que o governo desta terra (já nem chamo país) fez ao seu povo por terras de África, nem me atrevo a comentar, porque mesmo os melhores termos que empregaria seriam de tal ordem que certamente seria expulso deste fórum. Um dia a verdade virá ao decima.
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Caro asperezas, obrigado pela resposta, contudo tenha em conta que se passaram 38 anos, e só o fato de já na altura ser um amante de automóveis e daquele ser um buggy fora do normal, me fizeram guardar na minha memória os factos enunciados. Não lhe posso confirmar se o motor seria o do 911 ou do 912, mas tenho a certeza que marcava 250 Km/h no velocímetro, isto porque há época, um dos carros do meu pai era um Capri 3000 GT oriundo da África do Sul e marcava 140 milhas o que convertido para Km/h dava 224 Km/h. Ora, com 10 anos de idade ver um carro com aquelas rodas largas e a marcar 250, era um carro de corridas. Penso que o volante era do lado esquerdo, nessa foto ele aparece com o volante à direita mas a mesma pode estar invertida. As faixas de facto (as tais com várias cores) até podiam ser essas, mas tinha a ideia que era roxo. Os pneus bem podiam de facto ser esses. Tem alguma foto da traseira? É que recordo-me que tinha duas saídas directas de escape, não daquele tipo com curvas e saída lateral que normalmente se vêm nos Buggys, bem como recordo-me que usava uns filtros de ar em cima dos carburadores com o símbolo da Porsche em ambos.
Lamento saber que foi assassinado, sabe dos meandros? Foi na prisão ou já tinha sido solto? Um abraço, Rui Nogueira. |
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Boa noite!
Esta imagem está correcta, tal como as letras nele colocadas. O velocímetro tem escala até aos 200, mas podia ter até aos 300 q era a mesma coisa, menos para os miúdos como eu, q na altura julgavam ser 1 indicador real de velocidade máxima. O motor tem 4 cil, e um chassis VW carocha encurtado para buggy em princípio não comporta um 6 cil. As tampas (cromadas) dos filtros de ar não têm qq marca. Haviam mais buggies deste género (dune) em Luanda. Não conheço pormenores da morte de Farrobilha. Abraços,
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Olá asperezas, sobre a imagem e se você o diz, acredito piamente, como referi desde o início, a única imagem que possuo é a que está dentro da minha cabeça há 38 anos, certamente que algo está deturpado ou distorcido. Sobre o velocímetro, claro que concordo na íntegra sobre o que disse, percebo perfeitamente. Apenas e note, só dentro da minha cabeça, é que ao longo de 38 anos ficou registado a tal marca dos 250, marca essa que marcou a diferença, porque carros que marcavam 200 ou até 220 (um deles o tal Capri já referido) teve o meu pai alguns, donde eu ter achado que aquele ao marcar 250 era um fora de série. Posso até estar enganado, passaram-se muitos anos, mas porquê ficar com essa ideia dentro de mim? Se calhar o Farrobilha até teve um conta quilómetros a marcar os tais 250? Bom, também não é importante. Sobre os filtros do ar, os emblemas Porsche eram em auto colante e não gravados, mas lá está, é o que me assume à tal memória de 38 anos. Outros buggys e de chassis curto a existirem em Luanda? Certamente que sim, devia haver muitos como em Moçambique e África do Sul, apenas só esse me chamou à atenção pela diferença ou então vai-se lá saber porquê, não é? Enfim, se me permite, gostaria de enviar essa imagem do Buggy a um dos meus primos que naquele dia andou comigo e com o Farrobilha. Ele certamente, por viver em Luanda e até porque o pai dele, meu tio, era médico do Farrobilha, talvez até tenha uma imagem mais fresca sobre o carro do que eu. Assim aguardo pela sua autorização e se tiver fotos do carro de outros ângulos, agradecia de igual modo. Resta-me agradecer a paciência que teve em me responder. Com votos de uma boa noite, Rui Nogueira.
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Boa noite!
Pode mostrar a imagem mais as q vão abaixo. Os velocímetros 'upgraded' era uma espécie d tuning d trazer por casa, vendiam-se nas lojas das buzinas e dos faróis de 'rali'. Portanto, só s desconfiava a sério dos velocímetros s colocados no carro dos Flintstones. Este até tem algumas semelhanças mas talvez chegasse aos 140 com riscos d levantar voo... Mande sempre! Abraços,
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Era um carro pouco mais pequeno que um Elan, também em fibra.
Em Luanda, haviam vários. Lembro-me pelo menos de um ou mais vermelhos, e de um amarelo. Eram assim: File:Ginetta G15 - G21.jpg - Wikipedia, the free encyclopedia Mas não sabia que também tinham corrido! A este propósito, verifiquei que na prova de iniciados de Junho de 1970 em Cabinda, vencida por Santos Peras na GTA 2l branca e verde, um Carlos Silva correu com Ginetta.
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É que eu tinha acabado de passar aquela "ponte", não me tinha afastado mais que uma dezena de metros quando se ouviu o ranger do metal. Foi uma viagem ao passado meio estranha, não estava à espera de reviver aquele momento atrás do monitor, 37 anos depois... obrigado pela experiência ![]() |
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A propósito do filme do post anterior, dei com alguns relacionados, da autoria de Manuel Joaquim Sá, que com a sua máquina de filmar de 8 mm, registou alguns momentos preciosos. É assim possível para todos nós, ver não só aquelas máquinas, como vê-las a mexer. E algumas de que maneira! Nota-se muito bem o virtuosismo de alguns pilotos.
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Esta prova, que ficou marcada pelo falecimento de Fredy Vaz ao volante de um Cortina, foi vencida por José Lampreia e Álbio Pinto em BMW 2002 Schnitzer, seguidos por Fernando Pinhão e Altino Fraga em Porsche 911 e por Francisco Barbosa e Fernando fonseca em BMW 2002 TI.
Abaixo, no precioso filme de 8 mm de Manuel Joaquim Sá, aparecem entre muitos, o Lotus 47 de Herculano Areias que desistiu, ou um Opel GT pilotado por Silveira Machado e por António Lacerda que se classificaram em 4º, ou ainda o Vauxhall Viva GT de Henrique Cardão com Rui frota, classificados em 6º.
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Um ano depois, 1970, antes da prova "grande", as "6 Horas" propriamente ditas, houve de manhã cedo, às 8 horas, a corrida de Iniciados que consagrou Santos Peras e que assim o levaram à prova principal em equipa com Flávio Santos na Alfa Romeo GTA 2000. Esta Alfa, tal como a outra algo modificada em Angola, que correu no Huambo com o nº 7, eram peças especiais, protótipos por assim dizer, uma vez que diferiam das especificações das outras GTA's, com 1600 cc, a versão "aligeirada" das 1600 GT.
![]() Atrás de Santos Peras, ficaram Manuel Garcia em BMW 2002 TI e Fernando Carneiro (suponho que em Cooper S), todos na imagem acima do pódio. José Bandeira em Mini Cooper S lutou pela vitória até a sua máquina avariar. Segue-se o pequeno mas precioso apanhado em filme de 8 mm de Manuel Joaquim Sá:
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Última edição por asperezas : 04-05-2010 às 23:14 Razão: acrescentei no início "Um ano depois, 1970, " |
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clicar sobre a imagem para aceder ao filmeA prova mais importante do calendário do automobilismo angolano a partir de 1969, foram as 6 horas de Nova Lisboa / Huambo organizadas pelo Sporting Clube do Huambo. Nesta corrida de 1970, houve a intervenção indirecta das marcas BMW e Alfa Romeo respectivamente com Schnitzer e Batistini. A Alfa Romeo dominou completamente a prova com 5 carros nos 5 1os lugares e a BMW, apesar de ter lutado pelos lugares do pódio, acabou apenas com um suado 8º lugar por Nicha Cabral e Carlos Santos, evitando terminar sem qualquer classificação.
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![]() Acima, na estranha grelha de partida segundo os tempos, nota-se a estreia do Alfa T33 e o último treino de Ferreira Pires no Ford GT40. Nota-se ainda a ausência de vários pilotos de Benguela, que não correram por atraso nas inscrições. São os casos de Emílio Marta e de Herculano Areias com os seus Lotus Europa 47. Ferreira Pires não correu. Emílio Marta convenceu-o a vender o bólide, e leva-o para as 6h de Nova Lisboa, uma semana depois. Nesta prova, Nicha Cabral fez o que pôde com o BMW 2002 Schnitzer e terminou em 2º. Seguiram-se as GTA's 2.o com António Resende e Altino Fraga. Esta prova foi de certo modo o prenúncio do que aconteceu uma semana depois no Huambo (ver post anterior). Abaixo, o filme de 8 mm de Manuel Joaquim Sá:
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Última edição por asperezas : 04-05-2010 às 23:17 |
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Corrida-espectáculo sem grande história, esta do 6º Circuito Automóvel de Novo Redondo (Sumbe).
Antes da prova, houve 1' de silêncio por Corte Real Pereira falecido na Huíla poucas semanas antes. Nicha em 2002 Schnitzer domina, mas Peixinho em T33 fica à frente na 2º volta. Pouco depois, ambos desistem por avarias mecânicas ao mesmo tempo. Bandeira Vieira fica na frente em 2002 Schnitzer. Desistem as 3 GTAs (Fraga, Peras, Resende) e o Lotus 47 de Areias. Nicha fica com o carro reparado e retoma a prova apenas para colocar o público em delírio com um memorável espectáculo de condução desportiva. Marta com o GT40 fica em 2º e Carlos Conde em 3º com o Lotus 23 E um pequeno testemunho em filme de 8 mm de Manuel Joaquim Sá:
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E vamos para já, para o último dos filmes.
Corrida mais do que conhecida esta e da qual não faltam referências, porque felizmente sobreviveu informação bastante e tudo se sabe mais ou menos. Pouco há a contar desta prova. O automobilismo angolano estava no topo da sua popularidade nas pequenas cidades e Moçâmedes (Namibe) tinha uma importante e ambiciosa corrida. Nesta, participou uma significativa comitiva portuguesa mais as suas máquinas. Venceu Nené Neves em Lotus Europa 62 que foi vendido de imediato a Waldemar Teixeira. Américo Nunes ficou em 2º com o Porsche Carrera 6 typ 906 que também vendeu de imediato a Herculano Areias. Emílio Marta ficou em 3º com o seu Ford GT40. E vamos vê-los a mexer no filme de 8 mm de Manuel Joaquim Sá:
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Sabe dizer-me as datas em que se realizou o "I Grande Rally de Angola". Em alguns sites aparece 1957, noutros Outubro de 1964. Pelo que recorro aos seus conhecimentos e arquivos, que muito me têm ajudado. Obrigado |
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Dos Pioneiros aos Grandes Prémios - História Cap1 Há qualquer confusão de designações, porque circulam uns recortes de imprensa benguelense afirmando o 1º Grande Rali como sendo o de 1964, organizado pelo Clube Ferroviário. Mas acabo de confirmar no Mundo Motorizado de 15 de Agosto de 1958, o anúncio do II Grande Rali de Angola entre 10 e 14 de Setembro desse ano... Estão aqui as imagens...
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Meu caro Asperezas:
Segundo a Revista do ATCA, o I Grande Rali de Angola foi disputado em 1957 e foi ganho por Ahrens Novaes, em VW. Bordalo Pereira (MGA), Ferreira do Carmo (DKW), António Góis (VW), Lúcio dos Santos (Mercury) e Novaes venceram as respectivas categorias. Dina Chalupa (DKW) venceu a classificação feminina. 200 quilómetros de estrada (com partidas de várias cidades e Leo e Brazzaville) e 5 complementares (2 em Carmona; 3 em Luanda) |
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Obrigado Gusba, pela informação complementar que foi colocada neste post.
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Junto vou anexar a foto que pretendia classificar. Não sei quem foi o autor da foto. Mas o veículo parece-me o mesmo Saab que o "Asprezas" colocou no post "Maria de Lourdes por Virgílio Araújo". Também tem o número 18, é pilotado por M. Nunes (Miguel Nunes) e tem a referência ao Team CASPER com a fita negra no canto superior esquerdo. Visto na referida foto colocada pelo "Asprezas" aparecer no topo da placa de identificação o que me parece ser Ferroviário, deduzo que ambas as fotos são do Rallye de 1964. |
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